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Aqui, especialistas irão compartilhar seus pontos de vista em relação ao mercado financeiro e dar dicas sobre as melhores soluções para as suas finanças!
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Descubra as principais diferenças entre previdência privada e social.

Veja as vantagens em investir na previdência privada ao invés da previdência social, onde o seu dinheiro não é seu de verdade!

As diferenças fundamentais da previdência social e previdência privada no país.

Certa vez, fui convidado por um colega para participar de uma reunião sobre uma “excelente oportunidade de negócio”. Uma oportunidade que me daria a chance de ganhar uma renda passiva, com enorme potencial e, se tudo desse certo, seria minha aposentadoria financeira. Cético como sempre, mas curioso para saber o que existia por trás disso, aceitei participar e ver do que se tratava.

Tudo resumia-se a um investimento inicial para entrar no negócio e pagamentos mensais para manter-se nele. Queria logo saber qual seria o produto ou serviço a ser vendido, para analisar se haveria demanda de mercado, quantas vendas seriam necessárias para chegar  no break-even (ponto em que as receitas se igualam às despesas), qual seria o público alvo e por aí vai…

A reunião foi passando e, estranhamente, o foco não foi sendo direcionado ao produto/serviço em si, mas em como deveríamos chamar novas pessoas para entrar nesse excelente negócio. Não importava quantos produtos seriam vendidos, o objetivo era chamar novos “empreendedores de visão” que manteriam a engrenagem girando. Se eu trouxesse duas novas pessoas para o negócio, receberia como comissão parte do pagamento mensal que estes fariam à empresa, assim como estes receberiam comissões dos pagamentos mensais de pessoas que eventualmente indicassem. “Você não precisa sequer vender , só precisa trazer novas pessoas”, cheguei a ouvir.

Foi o suficiente para saber do que se tratava. Não havia um negócio ali, nada que sustentasse de forma concreta esta renda recebida. Tratava-se de contribuir mensalmente para manter o sistema girando, recrutando novos associados que devem recrutar outro grupo de associados e que seguirão nesta lógica – em vez da efetiva venda dos produtos ou serviços supostamente envolvidos.

Dessa forma, os novos entrantes sempre pagam a renda dos que já estão dentro do negócio. Até que não haja mais novos entrantes. Este é o momento em que tudo vem abaixo.piramide_argos_previdencia_privada

Crédito imagem: Eita Mocidade

“Um esquema em pirâmide conhecido também como pirâmide financeira, é um modelo comercial previsivelmente não sustentável que depende basicamente do recrutamento progressivo de outras pessoas para o esquema, a níveis insustentáveis[1].” https://pt.wikipedia.org/wiki/Esquema_em_pirâmide

É disso que se tratava. Obviamente, não segui com o “investimento”. Poucos anos depois, ao encontrar o mesmo colega, perguntei como estavam os negócios. Para minha surpresa – ou não – a resposta foi: “agora estou fazendo parte de um negócio melhor ainda, potencial gigantesco, vou te convidar para uma reunião de apresentação”.

Mas por que exatamente estou contando esta história?

Todos os meses, dezenas de milhões de brasileiros veem parte de seus salários ser direcionada à previdência social. Trata-se de um seguro social em que os trabalhadores participam através de contribuições mensais. Sim, estas contribuições são obrigatórias para todos que possuem carteira assinada, queira você ou não, mas mesmo assim o chamarão de “contribuinte”. O benefício envolvido é garantir aos segurados uma renda mensal quando estes não mais estiverem trabalhando, após certa idade. A previdência social ainda conta com alguns eventuais benefícios em caso de invalidez, doenças, pensões, etc…

Sendo assim, você contribui mensalmente, por décadas, e seu dinheiro acumulado manterá seu padrão de vida na terceira idade, certo?

Errado.

Seu dinheiro não está investido, acumulado ou reservado para você usufruir daqui vários anos. Ele é utilizado integralmente para pagar os benefícios daqueles que entraram primeiro.

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Os trabalhadores atuais financiam os aposentados de hoje. Já seria um problema por si só, mas há um agravante:

– As pessoas nascidas no “boom” demográfico do país, entre as décadas de 50 e 70, estão caminhando para a aposentadoria. É muito comum encontrar famílias com quatro, cinco irmãos. Estas pessoas estão chegando ao fim da idade economicamente ativa, ansiosas para se aposentar e desfrutar a aposentadoria após décadas de trabalho. O grande problema é que estas pessoas tiveram poucos filhos. Encontrar jovens famílias com mais de 2 filhos está se tornando raridade no país.

 Aos poucos, o número de pessoas que se aposenta fica proporcionalmente maior do que a quantidade de pessoas que entra no mercado de trabalho, o que tende a tornar este sistema insustentável.

Você contribui por toda a vida e tem, em contrapartida, uma promessa de que receberá algo décadas depois.

A contribuição mensal para o INSS chega a atingir 11% do salário. O que poucas pessoas sabem é que a empresa em que trabalham é obrigada a contribuir com mais 20% do salário pago. Ou seja, até 31% do que uma empresa paga de salário é obrigatoriamente destinado à previdência social. Se você possui um salário de R$5.600,00, direciona de forma direta ou indireta aproximadamente R$1.700,00 todos os meses para a previdência social. São mais de R$20.000,00 anuais que poderiam estar no seu bolso, ou destinado a investimentos inteligentes que efetivamente garantirão sua renda no futuro. Mas estes recursos atualmente pagam coisas que nem imaginamos, enquanto não fazemos ideia de quanto realmente receberemos no futuro.

E se pudéssemos desistir da previdência pública e escolher o destino dos nossos recursos?

É o que fazem 317.000 professores canadenses membros do Ontario Teacher’s Pension Plan, o OTPP.

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Com aproximadamente 171 bilhões de dólares geridos de forma independente, privada e profissional, o fundo de pensão canadense é um dos mais respeitados fundos de pensão no mundo. O fundo dos professores canadenses é grande acionista de empresas como Nestlé, Danone, Samsung, Google, Adidas, Microsoft, Walt Disney e até a brasileira Multiplan. A visão de longo prazo e a eficiência da gestão profissional fazem com que o fundo, inclusive, participe da gestão de várias empresas nas quais investe, defendendo os interesses de seus acionistas e buscando melhorar a eficiência dos investimentos.

Infelizmente, uma iniciativa como essa ainda não é permitida no Brasil, e não sabemos se um dia será.

Seja como for, não podemos depender do INSS para manter nosso padrão de vida na aposentadoria. Estamos colocando nosso futuro financeiro nas mãos de um sistema em que a conta não fecha. Apenas 1% dos aposentados no país são independentes financeiramente. Todo o restante acaba dependendo de ajuda financeira e doações em algum momento após “pendurarem as chuteiras”.

Nosso futuro financeiro está em nossas mãos, cabe somente a nós torná-lo saudável e minimamente sustentável. 

A previdência privada é uma boa alternativa?

Felizmente, uma quantidade cada vez maior de brasileiros começa a adquirir consciência financeira. Se podemos tirar algo das crises, é a certeza de que nunca mais queremos sofrer com elas novamente.

Nesse sentido, em 2016, a captação de recursos para previdência privada bateu recorde histórico no país. Os aportes superaram os resgates em 46 bilhões de reais.

É um enorme avanço para um país no auge da crise.

Posto isso, eu gostaria de dar o próximo passo. Quero garantir que estes recursos direcionados para fundos de previdência privada não sejam investidos em produtos que mal superam a inflação, com taxas desnecessárias e gestão de recursos ineficiente.

Nosso ebook “Como escolher sua previdência privada” é o guia prático que o ajudará a tomar a melhor decisão financeira para você e sua família.

…E contaremos um pouco mais sobre os melhores fundos de previdência do mercado no próximo artigo!

Mal posso esperar!